Entenda como o trabalho de um patologista pode influenciar no diagnóstico e no tratamento oncológico

Entenda como o trabalho de um patologista pode influenciar no diagnóstico e no tratamento oncológico

Estudo do A.C.Camargo Câncer Center mostra que faz diferença contar com médicos patologistas superespecializados para a assertividade no diagnóstico do câncer

Você sabia que fazer a análise de tecidos retirados em cirurgias ou biópsias (conhecido como exame anatomopatológico) com um médico patologista especializado pode fazer diferença no tratamento oncológico?

É o que mostra um estudo feito no A.C.Camargo Câncer Center, que demonstrou discordância diagnóstica em 66% dos casos de tumores ginecológicos.

Parece complicado, certo? Então, vamos ajudar você a entender melhor. 

Abaixo, você confere como começa a jornada oncológica de um paciente, o que faz um patologista, mais detalhes sobre o estudo citado, os impactos de um diagnóstico inadequado no tratamento e como um câncer center pode fazer a diferença neste cenário.

O primeiro passo da jornada oncológica

Quando um paciente recebe o diagnóstico de câncer, o primeiro passo é identificar todas as informações sobre o tumor, pois são elas que vão orientar o oncologista sobre o melhor tratamento. Por isso, é de extrema importância que nesse primeiro momento o paciente possa contar com um médico patologista especializado que faça a avaliação correta.

O papel do patologista

Quando o paciente faz uma biópsia, o material coletado é processado e, posteriormente, colocado em uma lâmina, que é um pequeno retângulo de vidro transparente utilizado para colocar a amostra que será observada ao microscópio.

Ao observar a lâmina no microscópio, o médico patologista faz a identificação dos aspectos anatomopatológicos do tumor e das informações que determinam as características do câncer, como seu tipo histológico (ou “aparência” do tumor, que pode variar entre mais de 800 tipos diferentes), o grau de malignidade da doença e características que determinam o prognóstico (chances de cura).

O que é revisão de lâminas

É quando a lâmina da biópsia de um paciente passa pela avaliação de outro patologista para se certificar de que o diagnóstico inicial está completo. A Dra. Louise De Brot, médica patologista e head da anatomia patológica do A.C.Camargo, explica que quando o paciente chega à nossa instituição com o resultado anatomopatológico feito em outro local, o nosso protocolo é fazer a revisão das lâminas, assim como é feito nos principais câncer centers do mundo.

O que o estudo mostrou

Dra. Louise explica que o estudo considerou os 219 casos de revisão de lâminas para tumores ginecológicos que foram feitos em 2021 apenas no A.C.Camargo Câncer Center. “O resultado é que em 66% dos casos houve algum grau de discordância em relação à primeira análise. Então, classificamos essas discordâncias em menor (quando não há impacto no tratamento do paciente) e maior (quando impacta na conduta clínica)”, explica a médica patologista.

Nos casos com menor discordância, que foram cerca 47%, Dra. Louise cita como exemplo um diagnóstico inicial de tumor seroso borderline e, após a revisão, ser um tumor seroso borderline com área de microinvasão estromal. A discordância é pequena, pois a presença de área de microinvasão não altera a estratégia de tratamento da paciente.

Já a discordância maior ocorreu em 19% dos casos. “Se uma paciente recebe o primeiro diagnóstico de carcinoma endometrioide de baixo grau, por exemplo, e depois da revisão recebe o diagnóstico de carcinoma seroso de endométrio, mudará completamente o tratamento, pois o seroso já é um tumor de alto grau, mais agressivo, com técnicas terapêuticas focadas nesse tipo histológico”, explica Dra. Louise. 

A médica comenta que outro estudo com o mesmo objetivo, feito pela patologista Dra. Stephania Bezerra, também da instituição, teve resultados semelhantes. “O estudo comparou laudos originais de câncer de próstata com revisões de segunda opinião dos nossos patologistas para determinar a taxa de concordância. O número encontrado endossa o papel significativo da revisão do laudo patológico por um patologista especialista”.

Impacto no tratamento de pacientes

A especialista ressalta que ter 19% dos casos com maior discordância na revisão de lâminas é uma taxa significativa de pacientes que não receberiam o tratamento adequado. Por isso, ter um patologista especialista para fazer a avaliação é fundamental para o refinamento diagnóstico, sendo o primeiro passo do delineamento terapêutico correto. 

 

Os dados apresentados mostram a realidade de apenas um ano, mas são consistentes com a perspectiva de que em oncologia, a análise dos casos feita por um profissional especializado é essencial para o bom manejo do paciente, não só para garantir o tratamento adequado, mas também para reduzir os riscos associados às terapias oncológicas.


Para locais onde não é possível a visão do especialista, fazer a revisão da lâmina em grandes centros especializados em oncologia pode ser uma alternativa.

Anatomia patológica no A.C.Camargo Câncer Center

Ter um diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento efetivo. Por isso, contar com um departamento de patologia especializado e bem estruturado, o que é comum encontrar em um câncer center, faz diferença para o paciente.

Aqui, além de médicos patologistas especializados em tumores ginecológicos, temos outros profissionais deste mesmo nível para os diferentes tipos de tumor, divididos de acordo com seu Centro de Referência (como mama, colorretal, cabeça e pescoço, aparelho digestivo alto, entre outros). 

Por estarem dentro de um câncer center, nossos profissionais conseguem discutir os casos mais desafiadores com a equipe multidisciplinar. O diagnóstico se torna mais assertivo quando é possível correlacionar os achados clínicos, cirúrgicos, de imagem e fazer um compilado das avaliações para chegar ao diagnóstico definitivo, sendo o primeiro passo para o tratamento adequado no tempo certo.

Estudo do A.C.Camargo Câncer Center mostra que faz diferença contar com médicos patologistas superespecializados para a assertividade no diagnóstico do câncer

Você sabia que fazer a análise de tecidos retirados em cirurgias ou biópsias (conhecido como exame anatomopatológico) com um médico patologista especializado pode fazer diferença no tratamento oncológico?

É o que mostra um estudo feito no A.C.Camargo Câncer Center, que demonstrou discordância diagnóstica em 66% dos casos de tumores ginecológicos.

Parece complicado, certo? Então, vamos ajudar você a entender melhor. 

Abaixo, você confere como começa a jornada oncológica de um paciente, o que faz um patologista, mais detalhes sobre o estudo citado, os impactos de um diagnóstico inadequado no tratamento e como um câncer center pode fazer a diferença neste cenário.

O primeiro passo da jornada oncológica

Quando um paciente recebe o diagnóstico de câncer, o primeiro passo é identificar todas as informações sobre o tumor, pois são elas que vão orientar o oncologista sobre o melhor tratamento. Por isso, é de extrema importância que nesse primeiro momento o paciente possa contar com um médico patologista especializado que faça a avaliação correta.

O papel do patologista

Quando o paciente faz uma biópsia, o material coletado é processado e, posteriormente, colocado em uma lâmina, que é um pequeno retângulo de vidro transparente utilizado para colocar a amostra que será observada ao microscópio.

Ao observar a lâmina no microscópio, o médico patologista faz a identificação dos aspectos anatomopatológicos do tumor e das informações que determinam as características do câncer, como seu tipo histológico (ou “aparência” do tumor, que pode variar entre mais de 800 tipos diferentes), o grau de malignidade da doença e características que determinam o prognóstico (chances de cura).

O que é revisão de lâminas

É quando a lâmina da biópsia de um paciente passa pela avaliação de outro patologista para se certificar de que o diagnóstico inicial está completo. A Dra. Louise De Brot, médica patologista e head da anatomia patológica do A.C.Camargo, explica que quando o paciente chega à nossa instituição com o resultado anatomopatológico feito em outro local, o nosso protocolo é fazer a revisão das lâminas, assim como é feito nos principais câncer centers do mundo.

O que o estudo mostrou

Dra. Louise explica que o estudo considerou os 219 casos de revisão de lâminas para tumores ginecológicos que foram feitos em 2021 apenas no A.C.Camargo Câncer Center. “O resultado é que em 66% dos casos houve algum grau de discordância em relação à primeira análise. Então, classificamos essas discordâncias em menor (quando não há impacto no tratamento do paciente) e maior (quando impacta na conduta clínica)”, explica a médica patologista.

Nos casos com menor discordância, que foram cerca 47%, Dra. Louise cita como exemplo um diagnóstico inicial de tumor seroso borderline e, após a revisão, ser um tumor seroso borderline com área de microinvasão estromal. A discordância é pequena, pois a presença de área de microinvasão não altera a estratégia de tratamento da paciente.

Já a discordância maior ocorreu em 19% dos casos. “Se uma paciente recebe o primeiro diagnóstico de carcinoma endometrioide de baixo grau, por exemplo, e depois da revisão recebe o diagnóstico de carcinoma seroso de endométrio, mudará completamente o tratamento, pois o seroso já é um tumor de alto grau, mais agressivo, com técnicas terapêuticas focadas nesse tipo histológico”, explica Dra. Louise. 

A médica comenta que outro estudo com o mesmo objetivo, feito pela patologista Dra. Stephania Bezerra, também da instituição, teve resultados semelhantes. “O estudo comparou laudos originais de câncer de próstata com revisões de segunda opinião dos nossos patologistas para determinar a taxa de concordância. O número encontrado endossa o papel significativo da revisão do laudo patológico por um patologista especialista”.

Impacto no tratamento de pacientes

A especialista ressalta que ter 19% dos casos com maior discordância na revisão de lâminas é uma taxa significativa de pacientes que não receberiam o tratamento adequado. Por isso, ter um patologista especialista para fazer a avaliação é fundamental para o refinamento diagnóstico, sendo o primeiro passo do delineamento terapêutico correto. 

 

Os dados apresentados mostram a realidade de apenas um ano, mas são consistentes com a perspectiva de que em oncologia, a análise dos casos feita por um profissional especializado é essencial para o bom manejo do paciente, não só para garantir o tratamento adequado, mas também para reduzir os riscos associados às terapias oncológicas.


Para locais onde não é possível a visão do especialista, fazer a revisão da lâmina em grandes centros especializados em oncologia pode ser uma alternativa.

Anatomia patológica no A.C.Camargo Câncer Center

Ter um diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento efetivo. Por isso, contar com um departamento de patologia especializado e bem estruturado, o que é comum encontrar em um câncer center, faz diferença para o paciente.

Aqui, além de médicos patologistas especializados em tumores ginecológicos, temos outros profissionais deste mesmo nível para os diferentes tipos de tumor, divididos de acordo com seu Centro de Referência (como mama, colorretal, cabeça e pescoço, aparelho digestivo alto, entre outros). 

Por estarem dentro de um câncer center, nossos profissionais conseguem discutir os casos mais desafiadores com a equipe multidisciplinar. O diagnóstico se torna mais assertivo quando é possível correlacionar os achados clínicos, cirúrgicos, de imagem e fazer um compilado das avaliações para chegar ao diagnóstico definitivo, sendo o primeiro passo para o tratamento adequado no tempo certo.